Carta De Demissão Por Comum Acordo: Guia Completo

novembro 10, 2025
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Written By Mudasir Abbas

Escrito por Mudasir Abbas!
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A carta de demissão por comum acordo representa uma modalidade moderna de rescisão contratual que beneficia tanto o trabalhador quanto o empregador. Introduzida pela reforma trabalhista através da Lei 13.467 de 2017, essa alternativa permite que ambas as partes negociem a terminação do vínculo empregatício de forma consensual e planejada. Diferente da demissão tradicional ou do pedido de demissão unilateral, essa opção garante flexibilidade e preserva o relacionamento profissional, facilitando a transição de carreira de maneira organizada.

Entender os direitos e deveres envolvidos nesse processo é essencial para tomar uma decisão informada e evitar complicações futuras. A legislação brasileira, especificamente a CLT, estabelece normas claras sobre como deve ocorrer esse desligamento bilateral. Portanto, conhecer os detalhes desse instrumento legal ajuda a garantir que a comunicação oficial seja feita corretamente e que todos os procedimentos administrativos sejam cumpridos conforme exigido pelo departamento de recursos humanos.

O Que É Uma Carta de Demissão por Comum Acordo

A carta de demissão por comum acordo é um documento formal que oficializa a rescisão do contrato de trabalho mediante consenso mútuo entre empregado e empregador. Esse instrumento legal representa a manifestação de vontade bilateral, onde ambas as partes concordam voluntariamente em encerrar o vínculo empregatício. O artigo 484-A da CLT, incluído pela reforma trabalhista, regulamenta especificamente essa modalidade de desligamento, tornando-a uma alternativa viável e juridicamente reconhecida no contexto da legislação brasileira.

Esse documento funciona como comunicação oficial entre trabalhador e empresa, formalizando o término da relação profissional de maneira organizada. A formalização adequada garante que o procedimento administrativo seja conduzido conforme as normas estabelecidas, protegendo os interesses de todas as partes envolvidas. Ao contrário de outras formas de rescisão, essa opção oferece maior flexibilidade e permite uma negociação mais equilibrada, respeitando os direitos trabalhistas previstos na regulamentação vigente.

Quando Optar Pela Demissão por Comum Acordo

Escolher a demissão por comum acordo faz sentido quando existe interesse mútuo em encerrar a relação de trabalho sem conflitos. Essa opção torna-se apropriada em situações onde o trabalhador planeja uma mudança profissional e o empregador também considera estratégico reduzir seu quadro. A decisão conjunta permite uma saída planejada e organizada, proporcionando economia financeira para a empresa e acesso a parte dos recursos para o funcionário. Essa alternativa evita o desgaste de uma dispensa unilateral ou de um pedido de demissão tradicional.

Avaliar as circunstâncias individuais é fundamental antes de optar por essa modalidade de rescisão. A ponderação sobre vantagens e desvantagens deve incluir uma análise da situação financeira pessoal e dos planos futuros. Buscar orientação jurídica ou assessoria legal ajuda a compreender melhor as consequências dessa escolha consciente. Portanto, quando o contexto é favorável e existe benefício para ambas as partes, essa negociação representa uma solução vantajosa que facilita o desligamento amigável e preserva boas referências profissionais.

Direitos e Deveres do Empregado e do Empregador

Na demissão por comum acordo, os direitos trabalhistas garantidos pela CLT incluem o pagamento de saldo de salário, férias proporcionais e vencidas, além do décimo terceiro proporcional. O empregado tem direito a 50 % do FGTS depositado na conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, podendo movimentar esse valor. Além disso, recebe multa de 20 % sobre o saldo do FGTS, diferente dos 40% da demissão sem justa causa. O aviso prévio é indenizado pela metade, representando uma economia significativa para a empresa enquanto mantém parte dos benefícios para o trabalhador.

Quanto às obrigações legais, o empregador deve cumprir os prazos estabelecidos para o pagamento das verbas rescisórias e fornecer toda a documentação necessária, incluindo o Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT) e as guias pertinentes. A homologação do acordo segue os procedimentos administrativos padrão, conforme determina a legislação brasileira pós-reforma trabalhista. No entanto, vale destacar que o seguro-desemprego não está disponível nessa modalidade de rescisão, representando uma importante desvantagem que deve ser considerada pelo funcionário antes de aceitar a negociação desse acordo.

Como Escrever Uma Carta de Demissão por Comum Acordo

Como Escrever Uma Carta de Demissão por Comum Acordo

A redação de uma carta de demissão por comum acordo exige estrutura clara e linguagem profissional. O documento formal deve começar com um cabeçalho contendo data, identificação do empregado e empregador, seguido pelo corpo do texto que expressa a manifestação de vontade de ambas as partes em realizar a rescisão consensual. Incluir informações essenciais como cargo, função e período de atuação na empresa garante precisão. É fundamental mencionar a referência ao artigo 484-A da CLT, demonstrando que o acordo mútuo está respaldado legalmente.

O tom deve ser cordial e objetivo, evitando detalhes desnecessários sobre os motivos da rescisão do contrato de trabalho. Uma breve despedida com agradecimento pela oportunidade profissional reforça o profissionalismo e preserva bons relacionamentos futuros. A carta deve terminar com a assinatura do trabalhador e, idealmente, do representante legal da empresa, formalizando a comunicação oficial. Seguir um modelo ou exemplo prático ajuda na elaboração do documento, garantindo que todos os elementos importantes estejam presentes nessa formalização da rescisão contratual.

Exemplo Prático de Carta de Demissão por Comum Acordo

Um modelo eficaz de carta de demissão por comum acordo segue uma formatação padrão que facilita a compreensão. O cabeçalho deve conter o nome do empregado, endereço, cidade, estado e data atual. Em seguida, identifique o destinatário com o nome do empregador ou representante legal, além da razão social da empresa. O assunto deve ser direto: “Rescisão Contratual por Comum Acordo“. No corpo do texto, inicie com uma declaração clara da manifestação de vontade do trabalhador em realizar o término do vínculo empregatício.

Mencione especificamente o cargo exercido, o período de atuação e a referência ao artigo 484-A da CLT para fundamentar legalmente o acordo mútuo. Finalize com um parágrafo de agradecimento pela oportunidade de crescimento profissional e uma despedida cordial. A assinatura de ambas as partes e a data de autenticação completam o documento. Esse template oferece uma estrutura completa que pode ser adaptada conforme necessário, garantindo que o exemplo prático atenda aos requisitos legais e mantenha o profissionalismo esperado nesse tipo de comunicação formal.

Principais Erros ao Redigir a Carta de Demissão

Evitar erros comuns ao redigir a carta de demissão é crucial para garantir sua validade. A falta de clareza e o uso de linguagem ambígua ou informal prejudicam a compreensão do documento. Informações essenciais incompletas, como identificação incorreta ou ausência de referência ao acordo mútuo e ao artigo 484-A da CLT, comprometem a formalização legal. Outro equívoco frequente é adotar um tom agressivo ou negativo, incluindo críticas ao empregador ou à empresa, o que demonstra falta de profissionalismo e cortesia.

Problemas de formatação inadequada, erros gramaticais e ortográficos também prejudicam a imagem profissional do trabalhador. Um documento desestruturado ou confuso dificulta o processamento pelo departamento de recursos humanos. Não incluir assinatura, colocar data incorreta ou esquecer a cordialidade no agradecimento são falhas que devem ser evitadas. Além disso, mencionar detalhes desnecessários sobre verbas rescisórias ou discutir valores específicos na carta é inadequado, pois esses aspectos devem ser tratados em documentação separada durante o processo de rescisão.

Vantagens e Desvantagens da Demissão por Comum Acordo

As vantagens dessa modalidade de rescisão são significativas para ambas as partes. O trabalhador tem acesso a 50 por cento do FGTS depositado no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, com saque parcial disponível, além de receber multa de 20 por cento sobre esse saldo. A empresa economiza porque o aviso prévio é reduzido à metade, tornando a rescisão mais econômica. A saída é planejada, organizada e amigável, preservando a relação entre empregado e empregador e facilitando referências futuras.

No entanto, existem desvantagens importantes a considerar. A principal limitação é que o seguro-desemprego não está disponível, o que pode comprometer quem depende desse benefício durante a transição de carreira. A ponderação cuidadosa da situação financeira individual é essencial antes de aceitar essa escolha. Se houver necessidade imediata de recursos ou falta de reserva financeira, essa modalidade pode não ser a melhor opção. Portanto, a análise do contexto pessoal e a compreensão completa dos pontos positivos e negativos são fundamentais para uma decisão consciente e informada.

Conclusão

A carta de demissão por comum acordo consolidou-se como um instrumento legal valioso na legislação trabalhista brasileira após a reforma de 2017 pela Lei 13.467. Essa modalidade de desligamento oferece flexibilidade e permite uma rescisão contratual consensual que beneficia tanto trabalhador quanto empregador. O conhecimento profundo dos direitos, deveres e normas da CLT é essencial para tomar uma decisão informada e aproveitar as oportunidades que essa alternativa proporciona.

A redação cuidadosa e formal do documento, seguindo as orientações apresentadas, garante que o processo seja conduzido corretamente. A análise das vantagens e desvantagens no contexto individual de cada pessoa permite um planejamento adequado da transição de carreira. Com orientação jurídica apropriada e assessoria profissional, é possível realizar uma saída organizada e amigável, preservando o relacionamento construído e mantendo portas abertas para oportunidades futuras no mercado de trabalho.

Perguntas Frequentes

O que significa demissão por comum acordo na CLT?

É uma modalidade de rescisão consensual entre trabalhador e empregador, conforme artigo 484-A da reforma trabalhista.

Quais são os direitos trabalhistas nesse tipo de demissão?

Incluem 50% do FGTS, multa de 20%, saldo de salário e verbas rescisórias proporcionais.

É necessário aviso prévio na demissão por comum acordo?

Sim, o aviso prévio é reduzido à metade, podendo ser indenizado ou trabalhado conforme legislação.

Como deve ser entregue a carta de demissão ao empregador?

Pessoalmente ao departamento de recursos humanos, com protocolo de recebimento é comprovante com data registrada.

O funcionário pode se arrepender após assinar o acordo?

Raramente, pois o acordo é definitivo e irreversível após homologação; revogação requer orientação jurídica trabalhista.

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